Sustentabilidade e Educação
Hoje em dia, muito se fala em sustentabilidade, de países, cidades, comunidades. Preocupação com o meio ambiente, salvar o planeta, atitudes ecologicamente corretas.
Tudo isso é muito importante sim. Entretanto, muitos se esquecem do principal no meio de todas essas questões e atitudes. Se não houver uma preocupação com a educação, para que as pessoas possam entender o que está errado e o que podem fazer para contribuir para que toda essa situação possa ser revertida, nada vai acontecer.
Quando falo de educação, não é no sentido de campanhas de preservação do meio ambiente, etc (que também são necessárias, mas não suficientes), mas sim no sentido de uma educação para o desenvolvimento humano, que contribua para a formação da consciência do ser humano, dos jovens, das crianças. Consciência da sua identidade complexa (biológica, psíquica, cultural, social, histórica) e também comum a todos os seres humanos. A consciência de que moramos todos na mesma casa (o planeta Terra), e de que temos que arrumar nossa casa, senão seremos exterminados. Somos a única espécie que não faz falta para o planeta, para a teia da vida. Não podemos mais pensar em raças (as raças são para animais). Precisamos identificar a complexidade da natureza humana, que atualmente está totalmente desintegrada na educação. E situar nossa natureza no universo, e não separá-la dele. Também é essencial trabalhar a educação para a compreensão, em todos os sentidos: entre seres humanos, entre países, compreensão do universo, dos fenômenos naturais, e da própria educação com meio de transformar toda a situação do planeta.
Precisamos trabalhar a alfabetização ecológica, para poder trabalhar o meio ambiente e a sustentabilidade. Um país que não investe nos jovens, e para quem os jovens são problema e não solução, está, ele sim, com graves problemas. A escola de hoje é primitiva. E com essa escola, qualquer projeto de sustentabilidade não vai caminhar. É preciso investir mais na EDUCAÇÃO, no conhecimento (que é diferente da informação). A informação é passageira. Não podemos esquecer do ser humano para conseguir conquistar a sustentabilidade. Promover a inteligência geral das pessoas, utilizar os conhecimentos existentes, identificando os erros para poder corrigi-los.
O governo tem o poder na mão para fazer essa transformação, investindo na educação. Precisamos fazer uma revolução educacional.
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1. Gorete Morgado
Sábado, 10 de Outubro de 2009 - 15:11Olá!!! Moro próximo a Casa do Zezinho e conheço o trabalho só de ouvir falar, mas gostaria de conhecer de perto esse trabalho e se possível levar um grupo de alunos da escola onde trabalho para conhecer a Casa. Nós estamos trabalhando para fazer uma mostra cultural neste mês de outubro e estamos pesquisando as visões da sustentabilidade . Se isso for possível por favor me retorne Seria para nós, um privilégio e um prazer. Obrigada Prof. Gorete2. Patrícia Mara
Terça-feira, 29 de Setembro de 2009 - 07:11Eu entendo que investimento em educação começa com os profissionais de educação, onde esses realmente habilitados e bem remunerados, farão a diferença nesse processo.Também, espaços físicos educacionais de fato, a revolução educacional bate à porta!!!!!3. Inaya Pereira
Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009 - 19:33Tia Dag, seu texto me leva ao seguinte comentário: A educação ambiental, até então dominante, precisa ser substituída por uma nova proposta, a da educação para um futuro sustentável. As pedagogias tradicionais, fundadas no princípio da competitividade, da seleção e da classificação, não dão conta da formação de um cidadão que precisa ser mais ativo, cooperativo, criativo, que precisa ir além. Experiência só não basta. A experiência não é nem formadora nem produtora. A reflexão sobre a experiência é que pode provocar a produção do saber. . Precisamos sim, investir em educação entendendo que conhecimento é a explicação, a elucidação da realidade e decorre de um esforço de investigação para descobrir o que não está compreendido ainda. Entendendo que adquirir conhecimentos não é compreender a realidade retendo informações, mas utilizando-se destas para descobrir o novo e avançar, porque quanto mais competente for o entendimento do mundo, mais satisfatória será a ação do sujeito quê a detém.
Nome: Dagmar Rivieri GarrouxEducadora Dagmar Rivieri Garroux, presidente da Casa do Zezinho














