-
INAUGURAÇÃO DA ONG INTERFERÊNCIA
Postado dia 17/6/2010 por Dagmar Rivieri Garroux às 18:29 Nenhum comentárioNo dia 19 de junho, sábado, a ONG Interferência será reinaugurada após as reformas realizadas pelos voluntários do grupo Societe Generale. Das 10h às 12h, a instituição estará de portas abertas para receber as crianças que participam das atividades internas, os parceiros da ONG e os visitantes que quiserem conhecer as imediações da Interferência e sua “cara nova”.
A ONG foi criada pela Tia Dag junto com o escritor Ferréz e funciona há um ano e meio proporcionando atividades lúdicas para crianças e jovens da comunidade do Jardim Comercial.
Categoria: Dicas -
Sarau COOPERIFA - II Mostra Cultural COOPERIFA
Postado dia 13/10/2009 por Dagmar Rivieri Garroux às 19:35 Nenhum comentárioSARAU DA COOPERIFA COMPLETA 8 ANOS DE ATIVIDADES POÉTICAS
NA PERIFERIA DE SÃO PAULO
.
O Sarau da Cooperifa completa 8 anos de atividades poéticas na periferia de São Paulo, e para comemorar vai realizar a sua II Mostra Cultural com uma semana inteira de eventos culturais totalmente gratuitos (ver programação).
A Cooperifa é um movimento de incentivo à leitura e à criação poética, e ao longo desses anos já fez vários eventos ligados a literatura. Como o "Poesia no ar" quando os poemas são soltos em balões (bixigas), o "Ajoelhaço" quando os poetas e convidados ajoelham-se e pedem perdão para as mulheres, a "Chuva de livros" quando presenteia a comunidade com livros (neste ano foram 600), o "sarau da Cooperifa nas escolas" da região, o "Prêmio Cooperifa" para pessoas e instituições que direta, ou indiretamente ajuda a periferia a se transformar num lugar melhor para viver, o "Cinema na laje", "Saraus em praças, favelas, presídios, fundação casa, lançamentos de livros e disco de poesia e de poetas."
Nesta mostra estão programados eventos de dança, literatura, cinema, teatro, artes-plásticas e música. E a Cia. Bambalina, diretamente da Espanha.Além dos eventos também haverá debates sobre literatura (Marcelino Freire, Xico Sá, Ferréz, Sacolinha, Heloisa Buarque de Hollanda, Écio Salles, Chacal, Sérgio Vaz, Alessandro Buzo, Nelson Maca, entre vários), cinema, ativismo cultural e periferia,com a presença dos escritores da região -e de outras comunidades-, com personalidades de São Paulo e outros estados. Uma feira de livros de escritores e um grande encontro dos saraus que estão sendo realizados nas quebradas e que dão voz a esta literatura periférica que não para de crescer.
II MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA
(19 a 25 outubro)
PROGRAMAÇÃO:
Dia 19/10 (segunda-feira)
Abertura 16h Debate
O que a reforma da Lei Rouanet tem a ver com os movimentos culturais das periferias?Expositor: Juca Ferreira – Ministro da Cultura (a confirmar)
Professor Carlos Giannazi – Deputado Estadual/SP
Ana Tomé – diretora do Centro Cultural da Espanha em São Paulo
Coordenação: Eleilson Leite – coordenador do Programa de Cultura da ONG Ação Educativa
.
19h Cerimônia de Abertura Poetas da Cooperifa
.
20h Show
Izzy Gordon - cantora de MPB, soul e do bom e velho funk desfila seu vozeirão num show especial para a Cooperifa
.
Local: CEU Campo Limpo
Avenida Carlos Lacerda, 678 – Campo Limpo
.
Dia 20/10 (Terça-feira)
15h Dança
Apresentação teatral -Kraft – Companhia Bambalina
Companhia espanhola com prestígio internacional por valorizar o uso dos fantoches e mesclar a linguagem teatral com outras dramaturgias.
O espetáculo “Kraft” é voltado para o público infantil e recorre aos elementos lúdicos para abordar o amor pelas pessoas e coisas.
.
Local: CEU Casa BlancaRua Damasceno, 85 – Vila das Belezas
.
.
17h - DebateUm olhar para a cena periférica no Brasil
Nelson Maca (BA) – professor de literatura da UCSAL e ativista do coletivo Blackitude
Guti Fraga (RJ) – jornalista, ator, diretor artístico e fundador da ONG Nós do Morro
Alessandro Buzo (SP) – escritor e ativista cultural, organizador do Favela Toma Conta
Adriana Barbosa (SP) – empreendedora social e idealizadora da Feira Preta
Coordenação: Érica Peçanha – antropóloga e pesquisadora da produção cultural periférica
.
20h - Apresentações artísticas
Balé Capão CidadãoApresentação dos alunos das oficinas de balé da ONG Capão Cidadão.
Solano em rascunhos – Cia Sansacroma
O grupo pesquisa e desenvolve trabalhos nas áreas de dança, teatro e cultura afrobrasileira.
.
Local: CEU Campo Limpo
Avenida Carlos Lacerda, 678 – Campo Limpo
.
.
Dia 21/10 (Quarta-feira) - Literatura
15h Debate Engajamento e revolta na ponta da caneta
Rodrigo Ciríaco – professor e escritor
Michel da Silva – arte-educador e escritor, fundador do Sarau Elo da Corrente
Márcio Batista – professor e poeta da Cooperifa
Elizandra Souza – escritora e redatora da Agenda Cultural da Periferia
Coordenação: Ecio Salles (RJ) – colaborador de coletivos atuantes em favelas e periferias, pesquisador e autor do livro “Poesia revoltada”
.
17h Debate Literatura marginal através dos tempos
Chacal (RJ) – protagonista da literatura marginal dos anos 1970, poeta e produtor cultural
Sérgio Vaz – poeta, ativista cultural e idealizador da Cooperifa
Ferréz – escritor e ativista, editor das revistas Caros Amigos/Literatura marginal e do Selo Povo
Coordenação: Heloisa Buarque de Hollanda – coordenadora do PACC/UFRJ, ensaísta e pesquisadora da cultura brasileira
.
Local: CEU Casa BlancaRua Damasceno, 85 – Vila das Belezas
.
21h Sarau da Cooperifa
Edição especial do sarau da Cooperifa que completa 8 anos de atividades poéticas na periferia de SP.
Local: Bar do Zé Batidão
Rua Bartolomeu dos Santos, 797 – Chácara Santana
.
.
Dia 22/10 (Quinta-feira) - Cinema
14h Mostra Cinema na LajeExibição de curtas e longas nacionais
Povo lindo, povo inteligente (50 min), de Sérgio Gagliard e Maurício Falcão. Documentário sobre o sarau da Cooperifa a partir do cotidiano e dos relatos de sete poetas assíduos.
Amanhã, talvez (7 min), de Rogério Pixote. Manoel e seu dia a dia. Bebida, TV, bebida, talvez amanhã. Baseado em um conto de Sérgio Vaz.
Literatura e resistência (54 min), 1daSul Filmes e Literatura Marginal Editora. Documentário sobre a trajetória literária e de militância cultural do escritor Ferréz.
Graffiti (10 min), de Lílian Santiago. A história por trás de um graffiti. Um rolê com um jovem pela cidade de São Paulo, logo após a série de ataques do crime organizado.
Profissão MC (52 min), de Alessandro Buzo e Toni Nogueira. O filme aborda os dilemas enfrentados por um rapper da periferia em um momento delicado de sua vida.
Pode me chamar de Nadí (18 min), Déo Cardoso (CE). Dos deboches dos colegas ao contato com uma bela modelo negra, os conflitos enfrentados pela menina Nadí por conta dos seus cabelos crespos.
.
18h Debate A periferia se vê no cinema de periferia?
Ricardo Elias – cineasta e diretor dos filmes De passagem e Os 12 trabalhos
Rogério Pixote – cineasta e articulador do coletivo Cine Becos e Vielas
Toni Nogueira – produtor executivo da DGT Filmes e cinegrafista
Coordenação: Luiz Barata – coordenador do núcleo de audiovisual da ONG Ação Educativa
.
20h Exibição de filme
Os 12 Trabalhos (90 min), de Ricardo EliasNuma leitura contemporânea do mito de Hércules, um ex-interno da Febem tem que cumprir doze tarefas para conseguir o emprego de motoboy na cidade de São Paulo.
Local: CEU Casa Blanca
Rua Damasceno, 85 – Vila das Belezas
.
.
Dia 23/10 (Sexta-feira) Teatro
16h Debate
É possível viver sem escrever?
Xico Sá – escritor e jornalista
Sacolinha – escritor, ativista e coordenador de um centro cultural em Suzano/SP
Marcelino Freire – escritor, blogueiro e agitador literário
Coordenação: Roseli Loturco – jornalista e professora da ONG Papel Jornal
.
20h Apresentações teatrais
Os Tronconenses – Núcleo Teatral Filhos da Dita (Instituto Pombas Urbanas)
Formado por jovens atores da periferia da Zona Leste, o núcleo apresenta a história de “Tronconé”, uma cidadezinha imaginária que se parece com muitas cidades brasileiras. No espetáculo, crianças encenam a vida adulta, o imaginário e o real se misturam, loucura e lucidez muitas vezes se confundem.
Solano Trindade e suas negras poesias – Capulanas Cia de Arte Negra
A companhia Capulanas é formada por jovens negros atuantes em movimentos artísticos da periferia de São Paulo. Nesta apresentação, a força da mulher negra e das manifestações populares ecoa no trabalho cênico e na dramatização das poesias de Solano Trindade, Elizandra Souza e dos próprios atores.
Local: CEU Campo Limpo
Avenida Carlos Lacerda, 678 – Campo Limpo
.
.
Dia 24/10 (Sábado) Caldeirão Cultural
11h Feira de livros e exposições- Venda de livros e a presença dos coletivos literários e escritores periféricos
- Exposição de pinturas, de Jair Guilherme
- Mostra Arte Dulixo, de Tubarão
- Metalmorfose (arte com sucatas de carro), de Casulo
.
16h DebateArte de rua na periferia
Jair Guilherme – artista plástico e professor de artes, dirige um ateliê na periferia
Michel Onguer – artista plástico das ruas (grafiteiro) e arte-educador
Cripta Djan – pixador e documentarista
Coordenação: João Wainer – fotógrafo e produtor de vídeos
.
19h Apresentação musical Brau Mendonça
.
Show intimista de música brasileira com o cantor dos saraus cooperiféricos
.
20h Encontro dos saraus
Grande encontro de valorização da poética e política dos coletivos literários de São Paulo.
Com: Cooperifa, Elo da Corrente, Rascunhos Poéticos, Sarau da Ademar, Sarau da Brasa, Sarau do Binho, Sarau do Povo e Sarau Rap.
.
Local: CEU Campo Limpo
Avenida Carlos Lacerda, 678 – Campo Limpo Dia
.
25/10 (Domingo) Música
Apresentações musicais
.
16h30 Kolombolo Diá Piratininga Grupo que se dedica à pesquisa e difusão do samba paulista
17h30 Wesley Nóog & 1Banda Funk, samba, soul e suingue brasileiro
18h30 PeriafricaniaParticipação de Crônica Mendes, do grupo “A Família” Rap de protesto com um grupo formado nos saraus da Cooperifa
19h30 Versão PopularParticipação especial de B. ValenteMúsica e poesia com o grupo de rap nascido na Zona Sul paulistana
20h30 Grande show de encerramento
GOG
O melhor do hip hop nacional com o poeta do rap
Local: Casa Popular de Cultura do M’ Boi Mirim Rua Inácio Dias da Silva, s/n - Piraporinha
.
REALIZAÇÃO: COOPERIFA
.
PARCERIA: AÇÃO EDUCATIVA, CENTRO CULTURAL DA ESPANHA, ITAU CULTURAL, GLOBAL EDITORA E SESC SANTO AMARO
.
Curadoria: Sérgio Vaz
.
Agradecimentos: Casa Popular de Cultura do M’Boi Mirim, CEU Campo Limpo, CEU Casa Blanca e Bar do Zé Batidão
.
TODAS AS ATIVIDADES SÃO GRATUITAS
.
ENTREGA DE CERTIFICADO NOS DEBATES INFORMAÇÕES
Categoria: Dicas -
Minha História (2)
Postado dia 24/7/2009 por Dagmar Rivieri Garroux às 12:35 Nenhum comentárioVamos à décima e última história de zezinhos. Espero que vocês, ao lerem essas histórias, tenham entendido um pouco mais da realidade e da vida desses jovens...
Tudo começou quando minha mãe deu a luz a uma linda menininha chamada xxxxxx, no hospital regional sul em Santo Amaro, aqui em São Paulo no dia xxx de xxxxxxx de 1994 às xxhxxmin da manhã. Sou filha de xxxxxxxxxx e xxxxxxxx, tenho 3 irmãos, dois por parte de pai e um por parte de mãe. Não lembro muito de minha infância só sei que quando me entendi por gente, eu era feliz. Uma parte de minha infância foi ótima, saía, ía para as festas, curtia minhas amigas, brincava muito, as vezes quanto não tinha ninguém para brincar comigo eu brincava sozinha, até que eu era uma criança feliz, eu comecei a estudar quanto eu tinha apenas seis aninhos de idade, na primeira série eu já sabia ler e escrever algumas palavras, como meu nome, o alfabeto, etc.Minha mãe conta que quando eu era criança meu pai bebia, jogava, arrumava briga na rua e ia para dentro de casa, até que um dia uns caras (bandidos) foram lá em casa pegar meu pai para matá-lo, até que passou. Depois disso um cara veio e furou a cabeça dele com uma picareta de pedreiro. Ele ficou internado alguns meses no hospital do Campo Limpo, meu irmão passou o tempo todo com ele lá, perdeu vários dias de aula, quando meu pai chegava em casa bêbado ele tentava bater na minha mãe e no meu irmão, com isso meu irmão foi crescendo revoltado com tudo isso e virou o que não presta, daí meu pai ao invés de corrigi-lo, batia nele com fio de telefone e sal grosso, ai quando fomos morar em Minas Gerais, meu pai entregou ele para a mãe dele ai virou o que não presta de vez. A mãe dele o deixava dormir na rua, porque ele saia e voltava tarde para casa. Num ponto eu não tiro a razão dela, pois se ele saiu sabendo que ia chegar tarde, nem precisaria voltar para casa, dormia por lá mesmo, uma boa parte da vida do meu irmão foi minha mãe que o criou e hoje minha mãe não presta. Quando minha mãe estava grávida de mim, minha irmã quase fez minha mãe perder o bebe que estava esperando e qualquer coisinha que minha mãe falava para ela, ela falava para o meu pai que minha mãe tinha batido nela, até que a médica falou para meu pai afastar ela de minha mãe, por causa disso minha irmã foi morar com minha avó. Aí não deu certo, ela foi morar com minha tia, ai ela começou a se envolver com gente errada, ai minha tia mandou ela para casa de meu pai de novo lógico depois de velha. O meu outro irmão foi criado sem o pai e não mora na minha casa, mora com minha avó desde quando era pequeno, pois o pai dele deu um pé na bunda da minha mãe e não assumiu o filho dele, ai minha mãe teve que ir trabalhar fora apenas com 17 anos e ele ficou na casa da minha avó. O pai dele nunca quis saber dele mas nem por isso ele deixou de ser um bom filho nem um bom aluno na escola.
Eu cresci com os meus pais sempre ao meu lado, mas nem tanto presentes. Meu pai bebia mas não muito, agora ele bebe todos os dias, as vezes ele quer até o dinheiro de pagar as contas para tomar cachaça, e se minha mãe não der ele tenta bater nela, ai ela acaba cedendo, ele sempre foi muito trabalhador e honesto, mas a cachaça está tomando conta dele. Minha mãe está trabalhando doente e cheia de contas para pagar, mas ela é muito forte e guerreira, pois se fosse eu, eu não teria paciência para aguentar. Graças a Deus eu nunca passei necessidade das coisas de comer, mas muitas vezes eu preciso de algo e não tenho como comprar, pois minha mãe nunca tem dinheiro. Eu nunca fui ao Ibirapuera nem ao cinema. Se não fosse passeio da escola eu não saberia nem o que era teatro. O meu pai não ajuda minha mãe em quase nada, quando meu pai e minha mãe conseguiram comprar nossa casa própria precisava terminar de construir, então eles combinaram que um ficaria com as despesas e o outro com os materiais de construção, depois que terminou de construir combinaram de comprar os móveis, e ao invés de dividirem as despesas não continuaram na mesma, e ele não ajuda ela em quase nada, então o dinheiro não sobra nem para comprar uma bala, ou seja, ela não faz unha, nem cabelo, nem compra roupas, etc.
Categoria: Dicas -
Quem lê enxerga melhor - Sérgio Vaz
Postado dia 22/5/2009 por Dagmar Rivieri Garroux às 19:49 2 comentáriosQuem lê enxerga melhor - Sérgio Vaz
Povo lindo, povo inteligente, ontem participei de um debate na Fundação Perseu Abramo sobre circulação de livros, bibliotecas e de incentivo à literatura.
Entre vários outros assuntos um em especial me chamou a atenção: o preço do livro.
Já ouvi várias autoridades conhecedoras do assunto falarem que as pessoas não leem porque o livro é muito caro, ou, que é caro porque as pessoas não leem.
Concordo que o livro é caro, mas não concordo que as pessoas não leem por conta disso, as pessoas não leem porque não gostam de ler. É caro só para quem gosta de ler.
Tente vender um livro para quem não gosta de ler por R$ 5,00. Ele não vai comprar, e não importa o que você diga, e a não ser que ele compre só para te "ajudar" ele não vai nem querer saber dos seus argumentos. E isso independe da classe social.
Quem mais compra livros no país é o MEC (Ministério da Educação e Cultura), algo em torno de cinquenta por cento.
As Pessoas não leem porque faltam ações específicas do estado nas comunidades. Não leem porque não há bibliotecas nos bairros, e as poucas que existem tem um aspecto triste são frias é como se fossem cemitérios, onde livros são enterrados sem direito a velório.
Não leem porque as bibliotecas nas escolas viraram patrimônio público, e como patrimônio, eles, os livros, tem que ser preservados, e para serem preservados eles não podem ser lidos, não podem ser tocados. E se os livros não são lidos, e se não são tocados... Não passam de madeira falida.
Nunca vi uma campanha de incentivo à leitura que realmente desse vontade de ler, parece que quem faz estas campanhas não gosta de ler. É. São bem elaboradas e tal, mas pra quem já gosta de ler.
Elas sempre falam da importância dos livros da vida das pessoas e de como eles são sagrados. Acho que deviam justamente fazer ao contrário, e falar de como as pessoas são importantes na vida do livro, e de como as pessoas são sagradas e que ler não tem nada a ver com cultura e sim com saúde pública: "Quem lê enxerga melhor”.
Pessoal, segue um texto belíssimo de Sérgio Vaz, vale a pena refletir um pouco:
Quem lê enxerga melhor - Sérgio Vaz
Quase todo mundo que conheço que não lê alega que não o faz por falta de tempo, pode até ser, mas uma coisa eu vejo desde sempre na periferia, é que a maioria das pessoas vai para o trabalho de ônibus e às vezes ficam até duas horas dentro dele, parados no trânsito olhando para a mesma janela durante anos a fio, e mesmo assim não tem coragem de abrir um livro para passar o tempo. Pior, só os que odeiam ler.
Nos ônibus só deveriam sentar nos bancos gestantes, idosos, deficientes físicos e pessoas portando livros. Aliás, quem não gostasse de ler deveria vir do lado de fora correndo atrás do buzão. Não tenho dó de quem sofre, tenho raiva de quem faz sofrer.
Não os culpo, neste país onde todos nos querem analfabetos de ousadia, na periferia até que tem gente - é muito pouco ainda-, lendo demais.
Aqui no sarau da Cooperifa as pessoas chegaram ao livro através da oralidade, os poetas fazem a gentileza de recitar uma poesia ou ler um conto, e a comunidade faz a gentileza de ouvir.
Ao final, para celebrar este momento mágico, as pessoas promovem o encontro das mãos e o bar rompe em aplausos, numa prova que a literatura pode ser uma coisa sagrada, mas que precisa ser profanada pelas pessoas.
E como todo mundo se entendeu com a palavra, descobriu que tinha muito mais dentro dos livros, por isso o Zé fez uma biblioteca dentro do bar para que as pessoas também pudessem bebê-las enquanto petiscam literatura. Precisa ver como as pessoas se embriagam com facilidade.
Sim, as pessoas, elas dão histórias fantásticas, e são elas que leem os livros.
Categoria: Dicas -
Carta de Prof. de escola pública
Postado dia 28/4/2009 por Dagmar Rivieri Garroux às 11:31 Nenhum comentárioHoje chegou à minha caixa de emails essa mensagem de uma professora de um bairro muito pobre da Zona Sul, vejam um pouco da realidade de nossa educação. O nome da professora, do bairro e da escola foram preservados por motivos de segurança.
Oi Dagmar,
Não sei se vai se lembrar, mas eu estava ontem na Casa do Saber e você me entregou um cartão seu. Bom, em primeiro lugar quero dar os parabéns pelo seu trabalho e pelo lançamento do livro. É incrível como Deus nos prega boas surpresas. Cheguei para fazer o curso de História da Arte, ví uma movimentação, fui me informar sobre o que se tratava e a hora que entrei naquela sala me identifiquei muito com tudo que ouvi. Pensei, tenho que falar com eles, preciso que eles me ajudem!! Bom, cheguei atrasada no curso e desci no intervalo pra comprar o livro. Senti uma alegria muito grande de perceber no rosto de vocês é claro, principalmente do Marcos, uma alegria muito grande. Me comoveu muito quando ele disse que poderia estar em um caixão ao invés de estar ali. Lembrei dos meus alunos e nas diversas vezes que me ví olhando pra eles na sala de aula e pensando; meu Deus, como será o futuro desses meninos!?
Sou professora escolar. A maior parte dos nossos alunos são de um bairro pobre da Zona Sul. Muitas vezes me sinto impotente frente a realidade que estou vivendo. De um lado alunos que estão a ponto de agredir fisicamente os professore (pois moralmente somos agressivos todos os dias), de outro, professores cheios de preconceitos, o que faz com que eles também agridam esses alunos. Além disso os alunos sentem um certo orgulho de falar que roubaram isso ou aquilo, que trabalham na biqueira, que são "nóia", bom isso e muito mais que você deve saber bem melhor que eu. E o pior é constatar que na verdade tudo está bem, pois é isso mesmo que a elite dominante quer, mas o que está acontecendo é que o ódio e as diferenças sociais só fazem aumentar.
Trabalho muito com os alunos no sentido de tentar conscientizá-los um pouco, mas sempre tenho aquela impressão que no fundo eles pensam "tá falando besteira, ela não sabe como é a nossa realidade". É, felizmente minha vida foi muito mais fácil do que a de muitos dos meus alunos, e é por isso que gostaria muito que vocês fizessem um trabalho na minha escola. Acho que eles precisariam ouvir pessoas que passam ou já passaram pela mesma realidade.
Sabe, fico muito triste quando eles falam que o bairro deles é lugar de nóia e se orgulham por isso. Fico triste por dois motivos, porque lá tem muita gente boa, e porque sei que no fundo eles não tem orgulho de falar isso.
Preciso muito da ajuda de vocês. A educação está doente. Alunos e professores estão em guerra, a verdade é essa. O amor de que você fala está ausente.
Aguardo ansiosamente uma resposta.
Muito obrigada,
Categoria: Dicas -
Zona de Guerra
Postado dia 27/4/2009 por Dagmar Rivieri Garroux às 12:58 Nenhum comentárioVamos prestigiar o lançamento do livro Zona de Guerra do Zezinho Marcos Lopes (Nenê), ele é um dos primeiros Zezinhos da Casa.
O evento acontecerá na livraria da Vila dia 27/04/2009, localizada na Rua Dr. Mario Ferraz, 414 no Itaim às 19 horas.Tia Dag
Categoria: Dicas -
Zezinhos na Baixada - Blog Dulixo
Postado dia 2/4/2009 por Dagmar Rivieri Garroux às 19:33 1 comentárioPessoal, segue diretamente do Blog Dulixo (http://dulixo13.blogspot.com), imagens do Projeto Mar da Casa do Zezinho. Espero que gostem!
Zezinhos na BaixadaSalve a todos...nessa quinta feira dia 01 de abril...tive a satisfação de acompanhar a visita do pessoal da Casa do Zezinho...Ong que tem vários projetos de inclusão social no Capão Redondo Zona Sul de São Paulo.... aqui em Santos...os "Zezinhos" estiveram pela manhã na praia...primeira vez para alguns...o Astro Rei deu as caras para abrilhantar ainda mais esse encontro...curtiram adoidado...logo depois fomos até o Sesc - Santos...onde todos tomaram um banho e almoçaram para depois...divididos em duas turmas...já que eram mais de 80 "Zezinhos"...uma turma foi visitar o Museu de Pesca enquanto a outra turma foi até o Aquário Municipal de Santos...depois inverteram a ordem....que dia...muito produtivo...muita diversão...informação...novas amizades...confira as fotos e irá perceber...queria agradecer a Tatiane e Pedro Paulo pelo convite para participar desse passeio...assim como o Sesc pelo apoio e aos educadores presentes Teco(progresso sempre heim tiu...tá ligado tu é Negão..rsrs) a Tia Bia, Gilson, Lizandro, Maria e Helena...valeu pelo respeito e carinho e a todos os Zezinhos a quem já tenho como amigos...logo mais to colando ai para desenvolvermos alguma coisa...podem esperar...tamo junto e voltem sempre!!
Tubarão
Categoria: Dicas -
Palestra Ken Robinson
Postado dia 17/3/2009 por Dagmar Rivieri Garroux às 11:22 2 comentáriosEstava vendo no Blog do Marcelo Tas, uma palestra do pesquisador inglês Ken Robinson sobre educação.
Surpreendentemente, esse pesquisador rompe com os arquétipos de frieza e disciplina dos britânicos e dos europeus de um modo geral.
Sem ser agressivo nem piegas, o pesquisador faz questionamentos importantíssimos. Por Exemplo:
"Por que não podemos ensinar dança diariamente, como ensinamos matemática?"
"As pessoas precisam parar de achar que o corpo é apenas um meio de transporte para suas cabeças"
"As crianças são 'treinadas' para abandonar a criatividade"
"Se as crianças forem crucificadas cada vez que errarem, nunca poderão ter idéias originais. Como resultado 'produzimos' adultos completamente desprovidos de criatividade"
"Os sistemas de educação que vigoram até hoje são anteriores ao Século 19, ou seja, nasceram para suprir as necessidades do industrialismo. Ou seja, o assunto mais importante é o trabalho, enquanto as coisas que você realmente gosta ficam em segundo plano."
"O conceito de inteligência hoje se resume às habilidades acadêmicas. Isso precisa mudar o quanto antes. A inteligência tem diversidade, ela vem de todos as formas que experimentamos o mundo (visualmente, abstratamente, através dos sons, dos cheiros, dos movimentos). A inteligência é dinâmica, o cerébro não é dividido em fragmentos, há infinitas interações para a criatividade."
"As crianças são o futuro e a esperança. Para mudarmos essa situação, precisamos criar um conceito de ecologia humana que
Vale apena dar uma conferida...
Links:
Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=yFi1mKnvs2w
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=0pn_oTIwy4g
Categoria: Dicas -
Casa do Zezinho no Bom Dia Brasil
Postado dia 12/2/2009 por Dagmar Rivieri Garroux às 13:12 2 comentáriosPessoal, hoje foi ao ar a matéria sobre a Casa do Zezinho no programa Bom Dia Brasil, vale a pena dar uma olhada...
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM964694-7823-ESPERANCA+CASAL+FUNDA+OBRA+SOCIAL+E+MUDA+VIDA+DE+JOVENS+CARENTES,00.html
Categoria: Dicas -
Projeto Redigir
Postado dia 9/2/2009 por Dagmar Rivieri Garroux às 20:34 Nenhum comentárioPessoal, vale a pena dar uma conferida nesse projeto...
Alunos da USP oferecem curso gratuito de redação voltada para cidadania
Com muitas idéias e força de vontade, há dez anos uma turma de alunos da Escola de Comunicação e Artes da USP criou o Projeto Redigir. Uma proposta diferente, cujo objetivo é o uso da Língua Portuguesa como instrumento de cidadania. Para isso, são ministradas aulas de Redação e Gramática para pessoas de baixa renda. Por ser um projeto de extensão universitária voltado à comunidade, seu oferecimento é totalmente gratuito.
Os 'professores' - alunos da faculdade - lecionam sempre em dupla. As turmas são reduzidas, com no máximo 30 pessoas, o que facilita uma grande troca de experiências entre as duas partes. A proposta pedagógica do projeto consiste em aprimorar as ferramentas de comunicação dos alunos como um todo. Para tanto, são estimuladas suas capacidades de interpretação, reflexão e raciocínio através de aulas que contextualizam a Língua Portuguesa e o mundo ao seu redor.
Para o primeiro semestre de 2009, serão abertas 120 novas vagas. As aulas acontecerão uma vez por semana, de março a julho, nas dependências da própria ECA-USP. O curso é direcionado a quem concluiu o Ensino Fundamental, estudou em escola pública, tem mais de 16 anos e nunca cursou uma faculdade pública. A seleção é feita a partir de critérios socioeconômicos.
As inscrições poderão ser feitas de segunda a sábado, do dia 09 ao dia 20 de fevereiro, no Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA. O endereço é Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Cidade Universitária. O horário dos plantões é de segunda a sexta das 10h às 14h e das 17h às 21h e aos sábados das 9h às 13h.
O aluno deve inscrever-se pessoalmente e levar cópias do RG, comprovante de escolaridade, comprovantes de renda de todos que vivem na sua casa e uma relação dos gastos domésticos. Para maiores informações, pode entrar em contato pelo e-mail HYPERLINK "mailto:projetoredigir@gmail.com" t "_blank" projetoredigir@gmail.com, site http://www.evon.com.br/wikis/redigir/, ou pelo telefone 3037 0618 (apenas durante o horário das inscrições).
Categoria: Dicas -
Casa do Zezinho no programa Almanaque Educação
Postado dia 20/12/2008 por Dagmar Rivieri Garroux às 15:47 1 comentário -
Estréia hoje na TV Cultura o documentário "A Ponte"
Postado dia 10/12/2008 por Dagmar Rivieri Garroux às 15:59 13 comentáriosPessoal, hoje, meia-noite e meia, estréia na TV Cultura o documentário "A Ponte".
Documentário aponta soluções para a periferia de SP
Filme será exibido na TV Cultura no dia 10 de dezembro.
O rapper Mano Brown, a educadora Dagmar Garroux e o escritor Ferréz convivem diariamente com as mazelas da periferia de São Paulo. Cada um a seu modo, trazem uma bagagem de experiências que merece reflexão. É o que faz o documentário "A Ponte", produzido pelo Instituto Rukha e que será exibido na TV Cultura no dia 10 de dezembro, Dia Mundial dos Direitos Humanos.O filme, de 42 minutos, mostra a situação da desigualdade social na Zona Sul de São Paulo por meio da figura de Dagmar Garroux, conhecida como Tia Dag. Ela é a fundadora da Casa do Zezinho. A entidade trabalha desde 1994 com o desenvolvimento de crianças e jovens. No início eram 07 “Zezinhos”, hoje a Casa conta com mais de 1200 crianças e jovens.
A câmera do documentário passeia pelas ruas do Capão Redondo, Jardim Angela e Jardim São Luis, todos bairros da zona sul da capital paulista, e expõe o tempo todo a diferença existente entre as duas margens do Rio Pinheiros. “O Rio pinheiros divide o pobre dos ricos”, afirma o rapper Mano Brown. Tia Dag complementa: “A ponte do Rio Pinheiros é o muro de Berlim.”
O filme pretende mobilizar a sociedade, mostrando que existe um caminho para a transformação. “Não é uma denúncia vazia. Optamos por mostrar que a realidade é muito dura, mas paralelamente mostramos a história da Tia Dag como uma possibilidade de mudança para a região”, afirma Luiz Alfaya, diretor-presidente do Instituto Rukha.
Para Roberto Oliveira, diretor do filme, “a idéia é abrir os olhos das pessoas”. Segundo ele, “o Brasil vive uma situação de guerra civil e as pessoas não se dão conta. Elas precisam se mexer e mudar a realidade.”
O documentário será exibido pela TV Cultura no dia 10/12, às 0:30 horas.
Ficha técnica:
A Ponte, 42 min.
Direção: Roberto T. Oliveira e João Wainer
Trilha sonora: DJ`s ZeGon (Zé Gonzalez) e Daniel Ganja (ver grafia)
10/12, TV Cultura, às 0:30 horas.
Categoria: Dicas -
Casa do Zezinho no Conexões Urbanas
Postado dia 3/12/2008 por Dagmar Rivieri Garroux às 20:4 9 comentáriosOlá
Na próxima segunda-feira, dia 08/12, vai ao ar no Multishow o programa Casa do Zezinho.
Não deixem de assistir!
Conexões Urbanas - Programa Casa do Zezinho
Data: 08/12
Horário: 21h45
Canal: Multishow
Horário alternativo:
Ter, 16h; Qua, 13h;
Qui, 5h30; Sex; 17h30;
Dom, 8h30.
Categoria: Dicas -
A distância entre escola e aluno
Postado dia 4/11/2008 por Dagmar Rivieri Garroux às 20:53 Nenhum comentárioNa hora de falar que a educação é um dos problemas mais graves do país, todo mundo bate o pé, levanta o dedo e protesta, com óbvia razão. Já que muitos, ainda, não têm acesso ao ensino, enquanto os que têm vemos, por parte das escolas, atitudes e medidas facilmente questionáveis, que ferem os princípios mais básicos do educar. As bolas da vez, na cidade de São Paulo, são os CEUs da prefeitura, na rede pública e o chamado "SPC da Educação", na rede privada.
Os CEUs (Centros Educacionais Unificados) foram argumento único no debate dos candidatos Gilberto Kassab e Marta Suplicy. Não se falou, um momento sequer, em melhorar a qualidade do professor, em renovar os métodos pedagógicos, em tratar os jovens de forma humana e não como mero artifício eleitoral. Discutiu-se, primordialmente, quem construiu mais prédios, o tamanho da piscina do CEU de um, onde fica a sala do CEU do outro. Não há preocupação com as notas dos alunos nem com a qualidade do ensino do professor nessas instituições. Claro que não sou contra escolas bem-equipadas, muito pelo contrário, na Casa do Zezinho, estou sempre buscando novas possibilidades para oferecer sempre o melhor e mais atual aos jovens. Contudo, não se pode esquecer jamais, que freqüentamos a escola para aprender, nos desenvolver, descobrir. Para tal, é necessário conhecer o aluno, sua cultura, seus talentos, suas dificuldades, seus problemas do dia-a-dia, e, acima de tudo, tratá-lo com respeito e dignidade. O que não parece ser a intenção do governo atualmente, apesar de ser sua obrigação moral e constitucional.
Quem pensa que nas redes privadas a situação é diferente, se engana. Recentemente, foi criado um cadastro para que todos os pais de crianças e jovens que tenham dívidas enfrentem todas as dificuldades do mundo para matricular seu filho em outra escola. Essa lista foi carinhosamente apelidado de "SPC da Educação" e, de imediato, gerou polêmica, como não poderia ser diferente. Afinal, educação é um direito ou um bem de consumo? Espera-se com a educação transmitir conhecimentos, formar cidadãos pensantes ou simplesmente lucrar em troca de conteúdos fragmentados e ensinados a partir de perspectivas ultrapassadas? Como podemos levar a sério escolas inflexíveis, que tratam seus estudantes como meros clientes? Que tipo de exemplo é esse? Essas instituições conseguiram "superar" o que parecia insuperável: antes os alunos eram números, hoje são números também, só que de contas bancárias.
Há, além de tudo, uma clara inversão nessa história. Algum dia num passado não muito distante o que se via eram os pais perguntando: "Escola, o que você pode me oferecer para que eu não vá procurar outra?". Hoje, o que vemos é: "Pais, o que vocês podem me oferecer para que vocês não sejam obrigados a procurar outra?", pergunta a escola.
Os colégios, públicos e particulares, se contentam em simplesmente cercar o aluno entre muros, isolando-o do mundo. Não há nenhum esforço para fazê-los descobrir o mundo, aprender com a natureza, com o cotidiano. Apenas empurram conceitos ensinados de forma avulsa, sem transversalidade.
Se esse status quo maléfico não for quebrado. A sociedade brasileira, que já está em frangalhos, tenderá a piorar violentamente, uma vez que os futuros cidadãos serão fruto desse sistema atual. Mudar a educação e o mundo é uma luta difícil, mas que estarei sempre disposta a fazer parte.
Categoria: Dicas -
Casa do Zezinho agora no Twitter!
Postado dia por Dagmar Rivieri Garroux às 2 comentáriosPessoal, agora vamos postar as nossas novidades no site Twitter. Agradecemos muito quem puder seguí-las. bjs
Categoria: Dicas
Nome: Dagmar Rivieri GarrouxEducadora Dagmar Rivieri Garroux, presidente da Casa do Zezinho


























